Páginas

sexta-feira, 12 de março de 2010

Bibliografias sobre Psicomotricidade

- ALVES, Fátima. Psicomotricidade: Corpo, Ação e Emoção. RJ: WAK, 2003;

- AUCOUTURIER, B. e LAPIERRE, Psicomotricidade e Terapia. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989;

- AUCOUTURIER, B. A Prática Psicomotora-Reeducação e Terapia. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986;

- LE BOULCH, Jean. O Desenvolvimento Psicomotor do Nascimento até 6 anos - A Psicocinética na Idade Pré-Escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985;

- LE BOULCH, Jean. Educação Psicomotora: Psicocinética na Idade Escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985;

- FONSECA, V. e MENDES, N. Escola, Escola, Quem És Tú?. Porto Alegre, Artes Médicas, 1983;

- FONSECA, V. Psicomotricidade, perspectivas multidisciplinares. Porto Alegre, ARTMED, 2004;

- PIAGET, J. A Noção de Tempo na Criança. RJ: Record, 1986;

- PIAGET, J. A Linguagem e o Pensamento da Criança. RJ: Fundo Cultural, 1973.

O Milagre de Anne Sulivan

Título original: The Miracle Worker
Gênero: Drama
Duração: 01 hs 47 min
Ano de lançamento: 1962
Estúdio: Playfilm Productions
Distribuidora: United Artists
Direção:  Arthur Penn
Roteiro: William Gibson, baseado em peça teatral de William Gibson
Produção: Fred Coe
Música: Laurence Rosenthal
Fotografia: Ernesto Caparrós
Direção de arte: George Jenkins
Figurino: Ruth Morley
Edição: Aram Avakian



Sinopse
A incansável tarefa de Anne Sullivan (Anne Bancroft), uma professora, ao tentar fazer com que Helen Keller (Patty Duke), uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.

Referências:
Autor Desconhecido. Filme "O Milagre de Anne Sulivan". Adoro Cinema. Disponível em: http://www.adorocinema.com/filmes/milagre-de-anne-sullivan/. Acesso: 12 mar 2010.


Elementos Psicomotores

São várias as classificações e as terminologias utilizadas para denominar as funções psicomotoras. De qualquer forma, os conceitos são basicamente os mesmos; o que muda é a forma de classificar e agrupar estes conceitos. Assim, as terminologias mais utilizadas no Brasil e seus respectivos conceitos são os seguintes:


1. Esquema corporal – é o saber pré-consciente a respeito do seu próprio corpo e de suas partes, permitindo que o sujeito se relacione com espaços, objetos e pessoas que o circundam. As informações proprioceptivas ou cinestésicas é que constroem este saber acerca do corpo e à medida que o corpo cresce, acontecem modificações e ajustes no esquema corporal. Exemplo: a criança sabe que a cabeça está em cima do pescoço e sabe que ambos fazem parte de um conjunto maior que é o corpo.

2. Imagem corporal – é a representação mental inconsciente que fazemos do nosso próprio corpo, formada a partir do momento em que este corpo começa a ser desejado e, consequentemente a desejar e a ser marcado por uma história singular e pelas inscrições materna e paterna. Um exemplo de como se dá sua construção é o estágio do espelho que começa aos 6-8 meses de idade, quando a criança já se reconhece no espelho, sabendo que o que vê é sua imagem refletida. A imagem, portanto, vem antes do esquema, portanto, sem imagem, não há esquema corporal.

3. Tônus – é a tensão fisiológica dos músculos que garante equilíbrio estático e dinâmico, coordenação e postura em qualquer posição adotada pelo corpo, esteja ele parado ou em movimento. Exemplo: a maioria das pessoas portadoras da Síndrome de Down possui uma hipotonia, ou seja, uma tonicidade ou tensão menor do que a normal, o que faz com que haja um aumento da mobilidade e da flexibilidade e uma diminuição do equilíbrio, da postura e da coordenação.

4. Coordenação global ou motricidade ampla – é a ação simultânea de diferentes grupos musculares na execução de movimentos voluntários, amplos e relativamente complexos. Exemplo: para caminhar utilizamos a coordenação motora ampla em que membros superiores e inferiores se alternam coordenadamente para que haja deslocamento.

5. Motricidade fina – é a capacidade de realizar movimentos coordenados utilizando pequenos grupos musculares das extremidades. Exemplo: escrever, costurar, digitar.

6. Organização espaço-temporal – é a capacidade de orientar-se adequadamente no espaço e no tempo. Para isso, é preciso ter a noção de perto, longe, em cima, embaixo, dentro, fora, ao lado de, antes, depois. Alguns autores estudam a organização espacial e a organização temporal separadamente. Exemplo: a brincadeira “Batatinha frita 1, 2, 3”.

7. Ritmo – é a ordenação constante e periódica de um ato motor. Para ter ritmo é preciso ter organização espacial. Exemplo: pular corda.

8. Lateralidade – é a capacidade de vivenciar os movimentos utilizando-se, para isso, os dois lados do corpo, ora o lado direito, ora o lado esquerdo. Por exemplo: a criança destra, mesmo tendo sua mão direita ocupada, é capaz de abrir uma porta com a mão esquerda. É diferente da dominância lateral que é a maior habilidade desenvolvida num dos lados do corpo devido à dominância cerebral, ou seja, pessoas com dominância cerebral esquerda, tem maior probabilidade de desenvolverem mais habilidades do lado direito do corpo e, por isso, são destros. Com os canhotos, acontece o inverso, já que sua dominância cerebral é do lado direito.

9. Equilíbrio – é a capacidade de manter-se sobre uma base reduzida de sustentação do corpo utilizando uma combinação adequada de ações musculares, parado ou em movimento. Um exemplo de equilíbrio dinâmico é caminhar sobre uma prancha e de equilíbrio estático é manter-se sentado corretamente.

Articulação entre Psicomotricidade e Aprendizagem

Desde o nascimento, o que salta aos olhos no desenvolvimento infantil é o corpo e seus movimentos que, inicialmente, não apresentam significados ainda inscritos. Aos poucos, este corpo em movimento transforma-se em expressão de desejo e, posteriormente, em linguagem. A partir daí, a criança é capaz de reproduzir situações reais, fazendo imitações que se transformam em faz-de-conta. Assim, a criança consegue separar o objeto de seu significado, falar daquilo que está ausente e representar corporalmente. Este processo nada mais é do que a vivência dos elementos psicomotores dentro de contextos histórico-culturais e afetivos significativos. E isso é que garantirá a aprendizagem de conceitos formais aliados à aprendizagem de conceitos do cotidiano: construir textos, contar uma história, dar um recado, fazer compras, varrer a casa, utilizar as operações matemáticas para contar quantas pessoas vieram, quantas faltaram, etc.

Além disso, para chegar a uma coordenação motora fina, necessária à construção da escrita, a criança precisa desenvolver a motricidade ampla, organizar seu corpo, ter experiências motoras que estruturem sua imagem e seu esquema corporal.

Portanto, a psicopedagogia e a psicomotricidade estão intimamente ligadas. Antes de aprender a matemática, o português, os ensinamentos formais, o corpo tem que estar organizado, com todos os elementos psicomotores estruturados. Uma criança que não consegue organizar seu corpo no tempo e no espaço, não conseguirá sentar-se numa cadeira, concentrar-se, segurar num lápis com firmeza e reproduzir num papel o que elaborou em pensamento. Silvia Molina no seu artigo “A pequena criança da psicopedagogia inicial” usa uma metáfora que faz uma ancoragem entre estas duas áreas: o primeiro dicionário é escrito no corpo. De acordo com a teoria piagetiana da equilibração que diz que a criança, ao se confrontar com conflitos, para resolve-los, cria estratégias a partir de esquemas que já dispõe. Se assim o é, ao se defrontar com os obstáculos da aprendizagem formal, a criança terá que recorrer ás experiências anteriores que são esmagadoramente psicomotoras. Se no lugar destas experiências houver um buraco, não haverá aprendizagem.

Os conceitos básicos da aprendizagem (dentro/fora, em cima/embaixo, escuro/claro, mole/duro, cheio/vazio, grande/pequeno, direita/esquerda, entre outros) são experimentados primeiramente no corpo do sujeito para que depois possam ser representados, “inscritos pelas palavras para serem escritos por palavras”. Assim, fica constatada a importância do professor estar oferecendo vivências motoras adequadas às crianças para que seu corpo vivido haja positivamente no processo de aprendizagem de conceitos formais e informais.

PSICOMOTRICIDADE

É a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.


O Psicomotricista

É o profissional da área de saúde e educação que

pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na

aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos

da integração somato-psíquica e da retrôgenese.

Quais são suas áreas de atuação?

Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa.

Qual a clientela atendida?

Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/ atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade.

Mercado de trabalho:
Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.

Postado por Marlene Silva
Graduanda de Pedagogia/ UNEB

Articulação entre Psicomotricidade e Aprendizagem

Desde o nascimento, o que salta aos olhos no desenvolvimento infantil é o corpo e seus movimentos que, inicialmente, não apresentam significados ainda inscritos. Aos poucos, este corpo em movimento transforma-se em expressão de desejo e, posteriormente, em linguagem. A partir daí, a criança é capaz de reproduzir situações reais, fazendo imitações que se transformam em faz-de-conta. Assim, a criança consegue separar o objeto de seu significado, falar daquilo que está ausente e representar corporalmente. Este processo nada mais é do que a vivência dos elementos psicomotores dentro de contextos histórico-culturais e afetivos significativos. E isso é que garantirá a aprendizagem de conceitos formais aliados à aprendizagem de conceitos do cotidiano: construir textos, contar uma história, dar um recado, fazer compras, varrer a casa, utilizar as operações matemáticas para contar quantas pessoas vieram, quantas faltaram, etc.

Além disso, para chegar a uma coordenação motora fina, necessária à construção da escrita, a criança precisa desenvolver a motricidade ampla, organizar seu corpo, ter experiências motoras que estruturem sua imagem e seu esquema corporal.

Portanto, a psicopedagogia e a psicomotricidade estão intimamente ligadas. Antes de aprender a matemática, o português, os ensinamentos formais, o corpo tem que estar organizado, com todos os elementos psicomotores estruturados. Uma criança que não consegue organizar seu corpo no tempo e no espaço, não conseguirá sentar-se numa cadeira, concentrar-se, segurar num lápis com firmeza e reproduzir num papel o que elaborou em pensamento. Silvia Molina no seu artigo “A pequena criança da psicopedagogia inicial” usa uma metáfora que faz uma ancoragem entre estas duas áreas: o primeiro dicionário é escrito no corpo. De acordo com a teoria piagetiana da equilibração que diz que a criança, ao se confrontar com conflitos, para resolve-los, cria estratégias a partir de esquemas que já dispõe. Se assim o é, ao se defrontar com os obstáculos da aprendizagem formal, a criança terá que recorrer ás experiências anteriores que são esmagadoramente psicomotoras. Se no lugar destas experiências houver um buraco, não haverá aprendizagem.

Os conceitos básicos da aprendizagem (dentro/fora, em cima/embaixo, escuro/claro, mole/duro, cheio/vazio, grande/pequeno, direita/esquerda, entre outros) são experimentados primeiramente no corpo do sujeito para que depois possam ser representados, “inscritos pelas palavras para serem escritos por palavras”. Assim, fica constatada a importância do professor estar oferecendo vivências motoras adequadas às crianças para que seu corpo vivido haja positivamente no processo de aprendizagem de conceitos formais e informais.


Postado por Hilda Fortunato
Graduanda de Pedagogia/ UNEB

SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES:

Engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), etc.... Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.

Postado por Marlene Silva
Graduanda de Pedagogia/ UNEB.

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

A psicomotricidade relacional só pode ser através e por meio do corpo que se expressa, que se comunica, dialoga com o outro e consigo mesmo. A expressão corporal através da psicomotricidade relacional revela a agressividade e a afetividade da personalidade do sujeito e sempre através do movimento. A expressão, a afetividade, a agressividade, a comunicação, a corporeidade e o limite são conteúdos relacionais que permeiam a relação entre os corpos através dos desejos, das frustrações e das ações. Os corpos são vistos em interação com o meio, com o espaço, com os objetos e consigo mesmo.
EXPRESSÃO
Ela será incluída por meio das atividades com liberdade, mímicas, dramatizações e danças e irão facilitar a livre expressão da criança. É criar através da expressão o que se tem dentro de si, será realmente um esforço interior e facilitador da comunicação. A ação deve ser espontânea e uma manifestação natural, por livre vontade. Todo esse movimento só acontecerá quando o corpo conscientizar-se da pele, dos músculos e articulações, da respiração, da percepção sonora e quando o sujeito olhar o outro e conseguir ver a graça de cada gesto.
COMUNICAÇÃO
A expressão e a comunicação estão intimamente relacionadas. É através da comunicação verbal ou não verbal, que o sujeito estabelece as relações com os outros e os objetos. Se faz necessário o diálogo entre o aluno e o professor, assim poderão perceber, ver, sentir, falar e ver com o corpo, já que esse diálogo acontece pela comunicação e pela linguagem que cada corpo é e possui.
“se o corpo comunica, o indivíduo pouco a pouco descobre esse corpo e as ações que ele comanda”. Santin (1992.). “uma sensibilidade para ouvir, uma profunda satisfação em ser ouvido”. Rogers (1983)
AFETIVIDADE
É estimulante e fundamental em todo o desenvolvimento psicomotor e permanece pelo resto da vida. A afetividade só acontece se houver troca entre o sujeito e o outro e seus corpos deverão agir e corporar-se corporalmente. Para lapierre e aucouturier (1986) o principal material de expressão é o seu corpo.Para piaget (1986) existe um estreito paralelismo entre o desenvolvimento da afetividade e das funções intelectuais. Não podemos esquecer nunca que a afetividade é de extrema importância no desenvolvimento do sujeito. E é o elemento principal na relação desse sujeito com as pessoas (sejam elas educadoras, familiares ou terapeutas).
AGRESSIVIDADE
Desejar e não conseguir agir conforme o desejo, percebndo que há obstáculos e interdições é levar ao conflito. E conflito gera agressividade. A agressividade quando levada ao extremo, como às agressões e auto-agressões deve ser limitada. Quando ela é bem conduzida ajuda o sujeito a elaborar-se melhor para uma nova fase da vida e o faz crescer. Não devemos reprimir a agressividade pois pode-se levar à introversão ou à compulsão e um dia pode explodir. Devemos trabalhar a agressividade com objetos simbólicos e de representação simbólica.
LIMITES
É permitir e proibir. Mas também é o equilíbio. São percebidos pelos movimentos intencionais e de prazer. É fazer aceitar, compreender as restrições necessárias do meio. É ter o equilíbrio entre a permissão e o limite. Para aceitação não se deve impor suas verdades sem considerar as verdades do outro. Devemos desenvolver na criança organização, respeito, responsabilidade e trabalho em grupo. Mostrar segurança nas afirmações, sem contradições. Coerência entre as atitudes em todos os âmbitos. Repreender, demonstrar insatisfação pelo errado, dialogar, não gritar, nem nervosismos.
CORPOREIDADE
É toda ação corporal. Seu princípio fundamental baseia-se no corpo como presença do ser no mundo. É a qualidade do que é corpóreo (corporal).
COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO
Permite ao sujeito trocar experiências e atuar verbal e gestualmente no mundo.
PERCEPÇÃO
Está ligada à atenção, à consciência e a memória. Os estímulos que chegam até nós provocam uma sensação que possibilita a percepção e discriminação. Sentimos, através do tato, da visão, da audição, do olfato e da gustação. Percebemos e realizamos uma mediação entre o sentir e o pensar.
Discriminamos, reconhecemos as diferenças e semelhanças entre estímulos e percepções.
(a discriminação nos permite ver as diferenças, cores, números, letras e etc).
COORDENAÇÃO
É instintiva e ligada ao desenvolvimento físico. É a harmonia dos movimentos e supõe integridade e maturação do Sistema Nervoso. Ela pode ser subdividida em: global ou geral (envolve movimentos amplos com todo o corpo e coloca grupos musculares diferentes em ação simultânea); visomanual ou fina (que engloba movimentos dos pequenos músculos em harmonia, na execução de atividades utilizando dedos, mãos e punhos); visual (refere-se a movimentos específicos com os olhos nas mais variadas direções).
ORIENTAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL
É importantíssima no processo de adaptação do sujeito ao ambiente, já que todo corpo animado ou inanimado, ocupa necessariamente um espaço em um dado momento. Corresponde à organização intelectual do meio e está ligada à consciência, à memória e às experiências vivenciadas pelo sujeito.
RECONHECIMENTO CORPORAL
A criança percebe seu corpo por meio de todos os sentidos. Seu corpo ocupa um espaço no ambiente em função do tempo, capta imagens, recebe sons, sente cheiros e sabores, dor e calor, movimenta-se. O Esquema Corporal revela-se gradativamente à criança da mesma forma que uma fotografia, fica cada vez mais nítido, tomando contorno, forma e coloração. O conhecimento corporal abrange: a imagem corporal (representação visual do corpo, impressão que o sujeito tem de si mesmo); o conceito corporal (conhecimento intelectual sobre partes e funções) e o esquema corporal (que regula a posição dos músculos e partes do corpo).
LATERALIDADE
A princípio a criança não distingue os dois lados do corpo, num segundo momento, ela compreende que os dois braços encontram-se um em cada lado de seu corpo, embora ignore que sejam D e E.
5 ANOS = Aprende a diferenciar uma mão da outra e um pé do outro, em seguida, passa a distinguir um olho do outro;
6 ANOS = A criança tem noção de suas extremidades D e E e noção dos órgãos pares, apontando sua localização em cada lado de seu corpo (ex: ouvidos (orelhas), sobrancelhas, mamilos);
7 ANOS = Sabe com “precisão” quais são as partes D e E de seu corpo.

Postado por Marlene Silva
Graduanda de Pedagogia/ UNEB.